Reação das Bolsas de Valores
Com relação ao Ibovespa e ao S&P500, a reação foi um pouco diferente. Os dois índices abriram o pregão com quedas superiores a 2%, mas logo reduziram as perdas, como no caso do Ibovespa, ou até apresentaram ganhos, como o S&P500, depois do discurso do presidente Biden anunciando sanções ao governo russo. Atualmente, 13 dias após a invasão, o mercado continua bastante volátil, apresentando ganhos e perdas à medida que novos acontecimentos são relevados.
Confira abaixo o Impacto da Invasão Russa nas principais Bolsa de Valores desde o início do mês de fevereiro até início de março.
Opções de investimentos
Nessas ocasiões, muitos investidores optam por investir em ativos de maior segurança, como o dólar, que é considerado uma moeda forte e menos volátil.
A moeda americana é vista como um porto seguro para os investidores na questão cambial. Assim, desde a invasão russa, o dólar apresenta valorização frente outras moedas, como o Euro, o Rublo e até o Real.
No caso do Real, o mês de fevereiro apresentou uma ótima performance para a moeda brasileira, tendo apreciado 5,32% frente ao dólar, fechando próximo dos R$ 5,00 antes de ocorrer a invasão. Os ganhos foram amenizados após a invasão russa, onde muitos investidores migraram para o dólar como uma medida de proteção. Confira o gráfico a seguir.
Outro ativo considerado um dos mais seguros para períodos de crise é o Ouro. Nesse mês de fevereiro, banhado por incertezas de uma possível invasão até sua concretização no dia 24, o ouro já se mostrava uma opção segura para os investidores. Comparando com os retornos da bolsa de valores no mesmo período, apenas o Ibovespa sinalizou retorno positivo, mas ainda atrás do Ouro, que apresentava valorização de 5,16% desde o início de fevereiro. Se compararmos apenas o dia da invasão, o Ouro obteve valorização de 4%, mostrando um caminho inverso do que ocorreu com os mercados globais.
Mas, e o Bitcoin? Muito considerado como um ouro virtual, ele acaba sendo uma alternativa de investimento, mas por conta de sua alta volatilidade, essa moeda não é considerada tal segura como o dólar e o ouro. No dia da invasão, por exemplo, o preço do bitcoin teve uma redução de até 9%, mas logo após as sanções anunciadas pelo presidente Biden, já tinha zerado as perdas. Na comparação do retorno acumulado desde o início de fevereiro, o Bitcoin foi o ativo que apresentou maior retorno, com alta de 8,36%, mas nota-se que a moeda apresentou grande volatilidade durante esse período.
Abaixo reunimos os retornos acumulados dos índices e moedas mencionados neste levantamento.
Como podemos perceber, existem diversas possibilidades de investimentos em ativos mais seguros em momentos de incerteza e alta volatilidade. Ouro e dólar continuam sendo opções mais usadas, enquanto outros ativos, como o Bitcoin, conquistam a preferência do investidor, ainda que sejam mais incertos.
Todavia, isso não quer dizer que a bolsa de valores se torne um investimento ruim. Um estudo feito pela LPL Research mostrou que, de todos os eventos geopolíticos que causaram incertezas no mercado, o número médio de dias para o preço do índice da bolsa recuperar da queda foi de 47 dias. Ou seja, diante de várias crises sofridas ao longo dos anos, a bolsa de valores, no caso o S&P500, sempre se recuperou. Isso não quer dizer que será o mesmo caso do que ocorre hoje entre a Ucrânia e Rússia.
Fique sempre por dentro do mercado
Em momentos de incerteza, monitorar seus investimentos e procurar novas possibilidades de ganhos são atividades crucias. Conte com uma plataforma de ponta para isso. Cadastre-se hoje no Plano Expert e acesse gratuitamente todas as funcionalidades.