Debêntures podem ser boas alternativas para diversificar a parcela de renda fixa da carteira. Mas você que é profissional de investimentos já notou que muita gente não conhece muito bem a dinâmica desse segmento nem como escolher esses títulos de crédito privado?
As dúvidas são recorrentes entre os investidores. Pensando nisso, o BTG Pactual criou um ETF de debêntures, o primeiro deste tipo no mercado brasileiro. .
Se você tem curiosidade sobre esse ETF que começou a ser negociado, é só continuar a leitura e se inteirar mais sobre o assunto.
Debêntures: o que são?
Vamos supor que uma empresa precise captar recursos no mercado de capitais, como ela pode fazer isso?
Existem três principais formas de fazer isso:
- Emitindo ações;
- Realizando empréstimos com instituições bancárias;
- Emitindo Debêntures.
As debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas, o que pode ser entendido como uma espécie de empréstimo que as empresas de Sociedade Anônima podem emitir, desde que não sejam instituições financeiras ou de crédito imobiliário.
Para os investidores, as debêntures funcionam como um título de renda fixa. Todavia, o empréstimo será diretamente para uma empresa, e não para o governo ou uma instituição financeira.
Agora, vamos falar sobre os ETFs.
O que é um ETF:
ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Fund. De forma prática, é um fundo de investimento que possui como índice de referência algum índice da bolsa de valores, como, por exemplo, o Ibovespa.
Um ETF é composto por uma série de ativos financeiros, administrados por uma gestora especializada, e podem ser tanto de renda fixa quanto de renda variável. Para investir nessa categoria cada investidor tem que comprar uma cota de participação.
ETF BTG Pactual Teva Debêntures DI
O primeiro ETF de debêntures do Brasil foi lançado pelo BTG Pactual em parceria com a Teva Índices, empresa especializada na criação de índices para ETFs.
O ETF BTG Pactual Teva Debêntures DI, com o Ticker DEBB11, estreou no dia 22 de junho deste ano.
Ele segue o Índice Teva Debêntures DI, que apresenta os seguintes critérios:
- O valor de emissão superior a R$ 300.000.000,00;
- O volume mensal de negociação no mercado secundário tem que ser igual ou superior a R$ 10.000.000,00 em cada um dos dois meses anteriores ao rebalanceamento;
- Possuir 40% dos dias com negociação em cada um dos dois meses anteriores do rebalanceamento;
- Não são elegíveis debêntures de classe conversível e com remuneração e com remuneração por participação;
- São elegíveis debêntures com no mínimo 410 e no máximo 3.650 dias corridos até a data de vencimento;
- O peso total da carteira é de 90% para debêntures e de 10% para LFT em cada rebalanceamento;
- São elegíveis LFT com negociação mínima de R$ 100.000.000,00 em cada um dos dois meses anteriores à Data de Rebalanceamento.
A carteira do índice é composta atualmente com 90 ativos de 61 emissores e é rebalanceada mensalmente conforme a metodologia adotada pela Teva para garantir melhor retorno ao investidor a partir das mudanças de mercado.
Como a carteira do índice não é pública, seguindo os critérios divulgados, realizamos um levantamento que contempla as principais debêntures que podem constar na carteira do DEBB11, ordenadas pela soma do volume negociado nos últimos dois meses.
Confira algumas prováveis debêntures do novo ETF:
Código do ativo | Emissor | Data de emissão | Data de vencimento | Remuneração | Volume de emissão | Volume negociado nos últimos 2 meses fechados |
EQTL15 | EQUATORIAL ENERGIA S.A. | 15/12/2021 | 15/12/2026 | DI + 1,550000% | 1.700.000.000,00 | 583.950.826,98 |
CPLD16 | COPEL DISTRIBUIÇÃO S.A. | 16/06/2021 | 15/06/2026 | DI + 1,950000% | 1.000.000.000,00 | 551.755.949,43 |
JSMLA5 | SIMPAR S.A. | 15/09/2021 | 15/01/2031 | DI + 3,500000% | 1.245.000.000,00 | 464.432.612,29 |
DASAA2 | DASA IMAGEM E DIAGNÓSTICO S.A. | 25/11/2019 | 25/11/2024 | DI + 1,200000% | 500.000.000,00 | 442.538.301,85 |
OMGE13 | OMEGA GERAÇÃO S.A. | 15/03/2021 | 15/03/2029 | DI + 1,990000% | 1.050.000.000,00 | 436.453.239,09 |
RDORB9 | REDE DOR SÃO LUIZ S.A. | 17/06/2020 | 20/08/2031 | DI + 1,900000% | 2.500.000.000,00 | 372.793.556,60 |
CSNAA1 | CSN – COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL | 10/11/2021 | 10/11/2028 | DI + 1,650000% | 1.500.000.000,00 | 367.799.311,34 |
RODB11 | RODOVIAS DO BRASIL HOLDING S.A. | 11/05/2021 | 10/05/2030 | DI + 4,250000% | 600.000.000,00 | 348.093.886,73 |
CSAN23 | COSAN S.A. | 15/07/2021 | 15/08/2031 | DI + 2,000000% | 900.000.000,00 | 289.990.057,25 |
VIAL19 | RODOVIAS INTEGRADAS OESTE S.A. | 29/03/2021 | 29/03/2026 | DI + 2,000000% | 490.000.000,00 | 275.975.704,90 |
Fonte: Plataforma 2INVESTE
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