O Real tem surpreendido nos últimos dias, com uma alta em relação ao dólar, mesmo em meio às incertezas econômicas geradas pela guerra na Ucrânia e a alta de juros nos Estados Unidos. Diante disso, utilizando a plataforma da 2INVESTE, nossos especialistas elaboraram um estudo sobre a nossa moeda e o seu contexto histórico.
O ano de 2022 para o real
O ano de 2022 está sendo muito benéfico para uma moeda que foi bem penalizada nos últimos anos: o Real. Do início do ano até o final de março, o real foi a moeda que mais valorizou se comparado a outros câmbios com base no dólar. Mesmo em um cenário adverso, com commodities em alta e incertezas com a guerra na Ucrânia, o Real segue mostrando uma valorização expressiva de quase 18% (valor entre janeiro e março). Outras moedas no positivo são majoritariamente de países emergentes, como o Rand Sul Africano, o Peso Chileno, Peso Colombiano e o Peso Mexicano.
O aumento da demanda do Real pelos estrangeiros pode ser elencado mediante alguns fatores como: taxa de juros atrativa, bolsa brasileira barata, alta das commodities e a migração de investimentos antes alocado na Rússia e no Leste Europeu, segundo a BBC News Brasil
Desse modo, no ano de 2022, observou-se uma alta no fluxo de estrangeiros na bolsa brasileira, como podemos observar no gráfico abaixo elaborado por nossos especialistas a partir de dados retirados da B3.
Essa é um dos melhores desempenhos que a moeda experimentou em anos. Porém, mesmo com essa demanda forte, o histórico da moeda brasileira não é dos melhores. Se compararmos o início da pandemia até o final de 2021, o Real foi a terceira moeda que mais desvalorizou, com perda de -34,05%. Se formos ainda mais longe e compararmos os últimos 5 anos, o cenário é ainda pior. A moeda é a terceira que mais desvalorizou, ficando na frente apenas do Peso Argentino e da Lira Turca.
Um panorama histórico da moeda:
A desvalorização do Real acarreta várias consequências para os brasileiros. Além da viagem para a Disney ficar mais cara, custos de matérias-primas ficam maiores. Podemos observar também uma menor oferta no mercado doméstico por produtos, o que remete ao aumento da inflação. Por fim, com o dólar e commodities elevados, os preços de itens como gasolina, passagens aéreas e fretes no geral aumentam consideravelmente para os brasileiros.