Por acaso você investe nos maiores fundos fechados do Brasil? Provavelmente a resposta é não. Isso, pois em fundos fechados, diferente de fundos abertos, a entrada e saída de cotistas não é permitida. Assim, investir nesses fundos, além de ser uma tarefa difícil, também é muito concorrido. Por exemplo, o Dynamo Cougar, um dos maiores fundos de investimentos fechados do Brasil, com um retorno de mais de 17.000% desde 1997, esgotou a captação de R$ 1,1 bilhão em apenas 1 minuto e 24 segundos. Isso torna o ETF uma maneira mais fácil de investir indiretamente em grandes fundos fechados com maior facilidade e menores valores. Nossos experts elaboraram mais um estudo exclusivo sobre o ETF GURU11 para você ficar por dentro da polêmica, acompanhar um ranking sobre a carteira desse ETF, comparar o desempenho dele em relação a outros fundos e muito mais.
TUDO SOBRE O ETF GURU11
O que é um ETF?
ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Fund. De forma prática, é fundo de investimento que possui como índice de referência algum índice da bolsa de valores, como, por exemplo, o IBOVESPA. Um ETF é composto por uma série de ativos financeiros, administrados por uma gestora especializada, e podem ser tanto de renda fixa quanto de renda variável. Para investir nessa categoria cada investidor tem que comprar uma cota de participação.
O ETF GURU11
O GURU11 começou a ser negociado na B3 no dia 27/12/2021, gerido pela Inter Asset e EQI Asset e administrado pelo BTG Pactual. O fundo replica o índice Teva Grandes Gurus do Mercado, cujo objetivo é replicar a carteira dos fundos de ações com melhor desempenho nos últimos 5 anos e que não realizaram captações relevantes recentemente, além de apresentar mais de 100 cotistas e PL mínimo de R$ 800 milhões.
Desse modo no momento o índice tem a composição das carteiras das seguintes gestoras:
- Atmos;
- AZ Quest;
- Bogari;
- Dynamo;
- Forpus;
- Una Capital;
- IP Capital Partners;
- Leblon Investimentos;
- Opportunity;
- Pátria; e
- Tempo Capital
A polêmica do GURU11
Porém, existem algumas polêmicas com relação a esse ETF. Uma delas se refere a “apropriação do trabalho” do gestor pelo ETF. Em uma matéria divulgada pelo Brazil Journal, vários gestores ficaram incomodados com o ETF, afirmando que ele replica as teses de investimento de outro e ainda cobra por isso, já que ao ETF cobra uma taxa de administração de 0,7% a.a.
Outro ponto é com questão da defasagem das informações. As carteiras dos fundos precisam ser divulgadas a CVM, mas elas só ficam públicas três meses depois. Então, por exemplo, se desejarmos descobrir a carteira de março do Fundo da Atmos, este dado só será público no final de junho. Assim, essa diferença gera maiores dificuldades para o ETF rebalancear os seus ativos.
Análise: composição e performance do ETF GURU11
Abaixo apresentamos as principais composições da carteira do GURU11. As informações referem-se ao final de fevereiro de 2022
Top 10: Peso da Carteira do GURU11
Na sequência, comparamos os pesos da carteira do ETF com uma carteira consolidada dos fundos que a compõem (dados da carteira de novembro), será que elas estão próximas dos fundos replicados ou há divergências?
Top 10: carteira consolidada
E como está o retorno do ETF GURU11 comparado com esses fundos? Desde que o ETF foi iniciado, em 23/12/2021, o GURU11 acumula um retorno de 4,69%, um pouco acima do retorno da média dos fundos em que ele replica.
Retorno desde o início do ETF GURU11 (23/12/2021)
Assim, embora as polêmicas, o GURU11 traz um novo jeito de investir no mercado, com preço mais acessível e fácil para as pessoas físicas. O questionamento é se ela irá conseguir replicar as carteiras no longo prazo ou se haverá bastante divergência nos seus retornos. Isso só o tempo poderá confirmar.
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